Dead until Dark e o efeito Anime

14/05/09 at 22:12 (pessoal) (, , , , )

41vEK07m4jL._SX106_Terminei essa semana de ler Dead Until Dark, da Charlaine Harris. Esse é o primeiro livro da série Southern Vampire Mysteries, e tem uma idéia razoavelmente nova: os Japoneses inventaram um sangue artificial, que para todos os efeitos práticos, é igual ao sangue de verdade. Diante dessa descoberta, e posto que eles não precisariam mais caçar os humanos como única fonte de subsistência, os Vampiros resolvem vir a público, e procurar seu lugar na sociedade moderna. No centro desse cenário se encontram Sookie Stackhouse, garçonete que acha que sua habilidade telepática é uma maldição, pois nunca consegue se livrar do barulho dos pensamentos alheios, e Bill Compton, vampiro que acaba de chegar na pequena cidade de Bon Temps, aonde o livro se passa, e que procura se instaurar como membro da sociedade dos vivos. É um ótimo livro de vampiros, com um quê de policial e suspense.

Uma coisa curiosa, que eu só tinha visto acontecer antes em animes é que a série de TV, True Blood, que se baseia nos livros, criou uma personagem secundária, praticamente tão importante quanto a protagonista, que aparecem em todos os episódios da temporada, com sub-plots inteiramente criadas para a TV. No livro não existe a Tara, nem sua mãe alcóolica abusiva, nem nenhuma das suas histórias com os outros personagens. Outra coisa interessante são sub-plots inteiras criadas na série, talvez por acharem que os 12 capítulos do livro não seriam suficientes para os 20 episódios da primeira temporada.

Não estou dizendo que as alteração da série de TV sejam ruins, até pelo contrário, fiquei impressionado como as histórias e personagens criados para a TV interagem tão bem com o material original do livro. Talvez até pelas próprias mudanças que foram feitas, seja interessante acompanhar tanto o que sai para TV como os livros, que até aonde eu sei é uma série fechada, e ver que rumo cada um toma.

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Lanfeust e Promethea

13/11/08 at 22:19 (pessoal) (, , )

lanfeust_capaDois títulos muito interessantes, embora bem diferentes entre si. Lanfeust é uma tradução da Devir de uma série francesa de fantasia aonde todas as pessoas têm poderes mágicos, e uma espécie muito rara de marfim pode conceder poderes ainda maiores ao protagonista da série. A história e o traço,  característicamente europeu, me deram uma impressão muito parecida dos primeiros volumes que eu li do Asterix, como se estivesse sendo apresentado a personagens capazes de aventuras tão interessantes quanto a dos gauleses. O Marfim do Magohamoth, primeiro de 8 volumes, nos apresenta ao mundo de Troy e seu habitantes. Eu gostei muito, apesar de ser só o primeiro volume, só falta saber se a Devir pretende traduzir o resto.

pixel_promethea_livro1Promethea, por outro lado, eu comprei unica e exclusivamente porque foi escrito pelo Alan Moore. Simples assim, sempre que eu vejo algo dele, eu compro e não tenho me arrependido até hoje (com exceção de Lost Girls). Essa mini-serie conta a historia de Sophie Bangs, estudante de faculdade em uma 1999 futurista que descobre que seu objeto de estudo, uma mistura de mitos, folclore e lendas urbanas existe e tem o poder de transformar certas pessoas em Promethea, a encarnação da imaginação humana, e para não ficar lisérgico demais elas chuta umas bundas de vez em quando. Uma ótima história, como só Moore consegue bolar, mas dependemos da Pixel para lançar os 4 volumes faltantes para fechar a história.

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Crise de leitura

6/10/08 at 11:53 (pessoal) (, , , )

Terminei de ler o Speaker for The Dead há pouco tempo, que aliás foi ótimo, mas não consigo achar o que ler agora. O plano original era Spook Country, do Gibson, mas quando eu comecei a ler, me pareceu uma cópia do Pattern Recognition, que apesar de ser um dos meus livros favoritos dele, não tava afim de ler de novo. Ele continua sendo um dos meus escritores favoritos, mas acho que tô enjoado de toda aquela coisa de “cyberpunk meets information superhighway” e etc. A impressão é que ele tá se concentrando muito na fórmula, e muito pouco na história e nos personagens. A segunda opção era A Scanner Darkly do Dick, mas também não tá me descendo muito bom. Talvez a sinusite esteja alterando meus gostos literários :P

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Ídolos

5/09/08 at 0:08 (pessoal) (, , , , )

Não, não é sobre aquele programa do SBT, se você estava atrás disso, google é seu amigo. Não coloco link aqui, justamente por isso. Tirei esse texto de uma thread de discussão com uns amigos meus sobre autores preferidos.

Eu adorei os livros do Pratchett desde o primeiro, mas admito que era bem pastelão, abusando dos clichês de fantasia medieval. Com o tempo, o humor, e a própria forma de contar a história vai definitivamente ficando mais refinada. Um ponto claro disso é Small Gods, 13o. livro seguindo a ordem cronológica, que é definitivamente um dos meus preferidos.

Eu tenho alguns ídolos, autores de que gosto de tudo que eu li deles:
-o próprio Pratchett
William Gibson
Phillip K. Dick
Eu gosto muito do Gaiman, e as últimas obras dele tem sido muito boas, ótimo exemplo disso é Anansi Boys, simplesmente ótimo. Ele dá muita sorte quando escreve junto com outro escritor, dois exemplos claros disso são Good Omens, escrito com Pratchett, e Interworld, escrito com Michael Reaves. Os dois são ótimos, e você percebe as idéias do Gaiman e a narrativa fica ao encargo do outro escritor.
Um escritor que eu estou começando a ler as coisas dele e que eu estou gostando bastante é o Orson Scott Card, li Ender’s Game, que é genial, apesar de alguns clichês de sci-fi, e estou lendo Speaker for the Dead, que é bem interessante.

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