Aquilo que o Miller quis chamar de “”Spirit””

5/04/09 at 9:29 (pessoal) (, , )

spiritE devo dizer que talvez duas aspas não sejam o suficiente para encarcerar idéia tão insana fora do mundo aonde as coisas fazem sentido. Eu e uns amigos meus fomos ontem assitir a essa coisa, achando que íamos ver algo da qualidade de Sin City, ou 300. Só que tem um detalhe: Sin City é dirigido pelo Robert Rodriguez e 300 é dirigido pelo Zack Snyder. Profissionais da área, sabem o que estão fazendo. Eu procurei no IMDB, e até aonde eu vi, essa é a primeira obra em que ele escreve e dirige um filme inteiro. Para se ter uma idéia do que é o filme, imagine Sin City, multiplicado por 1000, sem a história, com mais mulheres semi-nuas e monólogos intermináveis, assim, de fazer inveja a qualquer master-mind. Aparentemente o Sr. Miller tomou ácido, teve uma bad trip, vomitou duas vezes, e lá pelo terceiro vômito, achou que a viagem do ácido era interessante. Para vocês não acharem que isso são apenas devaneios de um pessoa mesquinha, veja aqui os “melhores” momentos do filme, levantados pelo meu amigo Caio:

  • Eva Mendes xerocando a própria bunda para deixar uma pista para o Spirit.
  • Samuel L. Jackson / Georges Lafond / Vera Verão, maquiado com sombra metalizada, brincando com um pé humano miniaturizado dotado de uma cabeça humana… ele (o pé) pula, brinca, canta…
  • Vera Verão tem um exército de Oompa Loompas gigantes!
  • Vera Verão, vestido de Afro Samurai, e Scarlet Johanson, de gueixa, discutindo seus planos diabólicos em um cenário do Japão Medieval absolutamente desvinculado da história, enquanto um Oompa Loompa gigante comete harakiri…
  • Spirit é amarrado em uma cadeira de dentista, durante um comício do Partido Nazista, enquanto uma dançarina de dança do ventre vai esquartejá-lo!
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Quem quer ser um ganhador de Oscar?

29/03/09 at 10:05 (pessoal) (, )

200px-slumdog_millionaire_ver2Os estado-unidenses tem uma expressão “Oh, How The Great Have Fallen”, e isso explica sumariamente o que eu sinto por Slumdog Millionaire, traduzido aqui por Quem quer ser um milionário?. O filme começa muito bem, mostrando a condição sub-humana na qual grande parte das pessoas da Índia mora, em verdadeiros lixões, com ruas no meio. Mostra as camadas que são criadas, crianças que são cegadas para ganharem uma esmola melhor. Aí, lá pelo meio do filme, há uma mudança súbita: a denúncia é esquecida e os protagonistas. que eram crianças indianas, se transformam em galãs ocidentais com feições indianas, que tem um amor inseparável que está escrito nas estrelas, e nada poderá derrotá-los, etc, etc.

Aparentemente o diretor estava realmente confuso ao fazer, ou editar, o filme: os personagens ora falam inglês, ora indiano. O próprio apresentador do programa altera entre os idiomas sem pensar duas vezes. O gênero e ritmo do filme mudam: ora é uma filme-denúncia, ora ação, com flashbacks e jogos de câmera, ora romancezinho capricho com final feliz e dança no final.

Eu achei essa imagem no bom e velho Guia, e eu acho que traduz exatamente o que o filme passa, ele mostra a miséria e a pobreza, mas depois diz, “tudo bem, as pessoas são felizes no final, está escrito” e tudo corre bem, e você pode sair do cinema leve e descontraído.

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Dead Like Me

15/02/09 at 11:44 (pessoal) (, )

deadlikemeAcabei de assistir o filme do Dead Like Me. Eu assisti muito bem, como um amigo que veio te visitar depois de uns cinco anos de ausência. O enredo é sobre o novo chefe que George e os outros recebem já que Rube teoricamente foi para a luz. Quem gostava da série provavelmente vai gostar do filme, ver os personagens mais velhos, o que eles fizeram da vida. Quem não conhece, acho que talvez não faça muito sentido. Uma ótima coisa para se fazer enquanto esperamos pela próxima criação de Bryan Fuller.

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DVDs

9/02/09 at 21:52 (pessoal) (, , , , , , )

A pedido da Kika, aqui estão duas fotos dos meus dvds:

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Esses aqui estão no meu quarto por absoluta falta de espaço na sala da TV. Assim que saiu aquela caixa do Super-Homem, eu comprei, pq era a única que tinha o Super-Homem 4.

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Esses aqui estão na supra-citada sala da TV. Daí, Só não assisti ainda Dead LIke Me, e Castelo Cagliostro. DVDs em japonês da esquerda para a direita: Kiki’s Delivery (rosa), Howl’s Moving Castle (azul), Nausicaa (azul mais claro), Tales of Earthsea(verde), Laputa (amarelo), Princess Mononoke (verde). Comprei todos eles lá em tóquio, já que eram os únicos com legenda em inglês. Viva o estúdio Ghibli!

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O Dia Que A Terra Parou

11/01/09 at 23:24 (pessoal) (, )

Isso aqui está lotado de spoiler, siga por sua conta e risco.

Então que eu fui assistir ao assassinato estupro remake do filme. Eu já não estava com muitas expectativas, tinha visto um trailer, que tinha umas explosões, então já imaginava que eles tinham mexido em algumas coisas. O que eu não estava preparado é eles terem desfigurado cada um dos personagens principais do filme, o único que escapa mais ileso é o GORT, para vocês terem uma idéia do calibre da coisa. E mesmo assim, quem dá o nome é o exército americano por causa de um acrônimo idiota. E aquela história dele virar uma nuvem de poeira e sair por aí corroendo as coisas? O resto está irreconhecível: Klaatu na verdade é um humano que foi sequestrado nos 20, e volta depois numa placenta gigante, a Helen virou uma cientista que não sabe o que faz da vida, e o Bobby, só sabe reclamar da falta do pai. Aliás, 4400 ligou eles querem a esfera de luz deles de volta. Ok, é um filme de 1950, e não ia colar toda aquela história de ameaça dos russos e holocausto nuclear, ou do Klaatu se esconder num hotel de família. Mas se você se propôs a adaptar o filme, porque adulterar a história de tal forma que vire uma ameaça eco-chata.

A minha queixa principal sobre o filme, no entanto, é a seguinte: o título do filme perde o sentido. Por que a terra parou? Foram os insetos caindo que fizeram isso? Foi porque o “processo” foi parado no meio? Nós nem sabemos se as coisas voltam a funcionar depois.

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Censurando Bem, que mal tem?

28/12/08 at 12:49 (pessoal) ()

Ao invés de ficar só reclamando com a liga, resolvi fazer alog mais ativo e postei meu protesto contra a censura do título Zack and Miri Make a Porno no forum da ViewAskew productions, lugar onde e dito que o próprio Kevin Smith visita diariamente e até responde algumas mensagens. Tá, não é tão bom quanto o email pessoal dele, mas eu nunca cheguei a esse nível de stalker intimidade com o sujeito.  Aqui está o link para o post, e o texto abaixo. É necessário se registrar lá para postar.

http://viewaskew.com/theboard/viewtopic.php?p=3374868#3374868

Hi everybody, I live in Brazil and this is my first post. First and foremost, I am a big fan of Kevin Smith’s work, been following him since Clerks, as many here must be, and enjoy all his productions. Secondly, I really have something against horrible title translations, and anyone living in Brazil know what I am talking about. Just to give an idea of the kind of geniuses we have around here, “Be kind, Rewind” received a secondary title of “A Whacky video-store”. Seriously. Maybe I am just more visceral about this than most people.

Disclaimers made, this is the reason of my post: “Zack and Miri make a Porno” received the title of “Pagando bem que mal tem”, which translates as something like “Paying well, no harm felt”. A country that spent more than 20 years under military rule, should give more importance to free speech. This is even worse, because 2008 marks 40 years of the AI-5 (Institutional Act 5), a military act that revoke freedom of speech, among other basic civil rights. What a brilliant way to celebrate this horrid date in Brazil’s history, by censoring a film’s title. Ok, so it’s just the movie’s title, it will probably be displayed in dozens of movie theaters and no one will be prevented from watching it. But I got really outraged with this adulteration, and wanted to leave registered here my protest.

Finally, there was a favor I would like to ask: Is it anyway possible for Mr. Smith, or ViewAskew, to complain with the brazilian distributors about the butchering of this title?

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Hellboy 2

25/10/08 at 20:55 (pessoal) (, )

O Ju bem que me avisou que era uma bomba e acho que por causa disso, acabei não assistindo no cinema. Graças à Deus! Acabei de assistir a coisa e não acredito que aquilo foi dirigido pelo Del Toro e escrito por ele e pelo próprio Mignola. Como eles puderam acertar tanto no primeiro filme e fazer essa coisa, esse desperdício de filme, essa mancha de dramazinho romântico do pior estilo “Clark e Lana”. Talvez eles devessem ter colocado o título como “Hellwuss: The smallvile years”. Sério. Nenhum dos personagens condiz com os quadrinhos. Parece que chamaram a disney para fazer a história. E os dois são PG-13 nos EUA. Nada faz sentido. Eu estou realmente estupefacto, sempre que eu viu uma adaptação meia-boca é pq o criador da história não estava envolvido e todo o “argumento Frank Miller” e etc. Mas o Mignola participou dos dois filmes. What the poha aconteceu??

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A Besta de um Bilhão de Traseiros

28/09/08 at 15:35 (pessoal) (, , )

Acabei de ver o longa A Besta de Um Bilhão de Traseiros, feito agora que a série parou. O fato de que um desenho animado, mesmo sendo do über famoso Matt Groening, conseguir Stephen Hawking para fazer uma pontinha no desenho, representando ele mesmo, já deveria indicar o calibre e da série. Nesta história, uma fenda interdimensional aparece no espaço, e todos se perguntam o que poderia existir do outro lado. Descobrimos que pior do que um monstro intergalático, cheio de tentáculos e com propensões a dominar o universo é um monstro intergalático cheio de tentáculos com propensões a dominar o universo porque está carente e ninguém liga para ele.

Ainda sobre Futurama, achei muita boa essa solução: ao invés de continuar com a série, e possivelmente desgastar os personagens, eles lançam um longa de vez em quando.

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Japão

6/09/08 at 8:02 (pessoal) (, , , )

O único lugar em que é mais fácil comprar as coisas nativas fora do país de origem. Sério. Eu já tava achando o cúmulo ter que encomendar o dvd do Dororo a partir do YesAsia ( que a Ana tão gentilmente me recomendou), já que eu estou na porcaria do país que fez a droga do filme. Mas tudo bem, qualquer coisa por legendas em inglês. Não vou nem levantar o fato de 99% dos filmes aqui não terem *nenhuma* legenda. Enfim, estava lá na página de checkout, quando uma mensagem diz que não pode enviar para o destino que eu escolhi, o respeitável Keio Plaza Hotel, no centro comercial de Tóquio. Quer dizer, não só eles se negam a fazer a m%$#& das legendas em inglês, como eles te proíbem de trazer um dvd que tem as legendas para dentro do país. Não me admira que o único jeito de assistir anime sem saber japonês, e sem aguentar as propagandas de barbie do cartoon network, seja baixando da net. Você praticamente tem que matar alguém para conseguir o material, tipo “Eu quero comprar o seu produto, pq você não quer que eu gaste o meu dinheiro com você?”. What the poha acontece com essas pessoas? Seriously.

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Japão

23/08/08 at 10:48 (pessoal) (, , )

Agora são quase 9 da noite e tive minhas primeiras  horas de sono aqui em tóquio mesmo que tenham sido fora de hora, por causa do jet lag mostruoso. Durante o vôo, assisti 4 filmes, o que tem sido a minha quota nas viagens anteriores. Eles foram:

Asterix e Os Jogos Olimpicos

Os filmes do Asterix continuam cada vez melhores. Nessa hsitória, um habitante da vila de gauleses Lovesix, que é a cara do Rodrigo Santoro, se apaixona por uma princesa grega, e para impedir que ela se case com Brutus, filho de Júlio César, o desafia para os jogos Olímpicos: o vencedor se casaria com a princesa. As interações entre Brutus e Cesar são ótimas, e eles realmente conseguiram manter o clima caricaturesco dos quadrinhos. Para ficar perfeito, só faltava a Monica Bellucci de volta ;-)

Ah, eu não vi até o fim porque o avião estava pousando em Zurich.

Be Kind Rewind

Segundo filme da lista é Be Kind Rewind. Um dos raros filmes que é tão bom quanto a hype gerada. Jack Black está no seu papel de sempre, Mos Def é a pessoa sensata do grupo, e a adorável Melanie Diaz dá um ar de Salma Hayek para a personagem. Qualquer pessoa que assistiu ghostbusters quando era criança (ou não tão criança assim) vai adorar esse filme, e estará pronto para fazer suas próprias versões suedadas dos seus filmes favoritos. De quebra você ainda tem Danny Glover e Mia Farrow, e uma daquelas histórias sobre uma lojinha pequena que luta para se manter aberta.

The Bank Job

Meu vício por Jason Stathan definiu o terceiro título: The Bank Job, que saiu esse ano, e aparentemente ainda não chegou no Brasil. Os integrantes do MI6 precisam recuperar uma foto que está guardada num cofre de um banco, mas ao invés de obter um mandado de busca ou coisa assim, eles tem que invadir o cofre sem deixar rastros. Daí eles tem a idéia brilhante de contratar uma gangue de ladrões para assaltar o lugar, usando a Saffron Burrows como testa de ferro. Obviamente as coisas não vão como planejado. Aliás, daria um filme interessante, aonde as coisas de fato acontecem segundo o plano. Enfim, é um filme de ladrão, com os benefícios de sotaque britânico e visual dos anos 70.

88 Minutes

O quarto e último filme também ainda não deve ter estreiado aí: 88 minutes, com Al Pacino. É semre bom ver ele de volta em algum filme, mesmo que a história seja um pouco meia-boca. Assassino em série malvado que apesar de um modus operandi complicadíssimo, envolvendo cordas e polias, um verdadeiro experimento de mecânica clássica, não deixa nenhum rastro. O bandido é preso e julgado, apesar da falta de provas concretas, e graças ao testemunho de Pacino, o bandido vai preso. Nove anos depois, outra garota aparece morta com o mesmo MO, e Pacino começa a receber ameaças de morte, dizendo que ele só tem 88 minutos de vida. Quem será, eu me pergunto? Vocês adivinharam, obviamente, tem alguns twists and turns no meio do caminho. Mas ainda assim, vale a pena, é um policial razoável, se vcs não tiverem nada melhor para fazer.

Ah, eu também vi um episódio do Dr. Who, que foi bem divertido, e dois episódios de Lab Rats que eu trouxe comigo. Assistir vídeos no ipod é ótimo.

ps. Mexer com imagens no WordPress é um cú. Se continuar essa encheção, volto para o Blogger, mesmo que os templates sejam mais chatinhos.

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