Dead until Dark e o efeito Anime

14/05/09 at 22:12 (pessoal) (, , , , )

41vEK07m4jL._SX106_Terminei essa semana de ler Dead Until Dark, da Charlaine Harris. Esse é o primeiro livro da série Southern Vampire Mysteries, e tem uma idéia razoavelmente nova: os Japoneses inventaram um sangue artificial, que para todos os efeitos práticos, é igual ao sangue de verdade. Diante dessa descoberta, e posto que eles não precisariam mais caçar os humanos como única fonte de subsistência, os Vampiros resolvem vir a público, e procurar seu lugar na sociedade moderna. No centro desse cenário se encontram Sookie Stackhouse, garçonete que acha que sua habilidade telepática é uma maldição, pois nunca consegue se livrar do barulho dos pensamentos alheios, e Bill Compton, vampiro que acaba de chegar na pequena cidade de Bon Temps, aonde o livro se passa, e que procura se instaurar como membro da sociedade dos vivos. É um ótimo livro de vampiros, com um quê de policial e suspense.

Uma coisa curiosa, que eu só tinha visto acontecer antes em animes é que a série de TV, True Blood, que se baseia nos livros, criou uma personagem secundária, praticamente tão importante quanto a protagonista, que aparecem em todos os episódios da temporada, com sub-plots inteiramente criadas para a TV. No livro não existe a Tara, nem sua mãe alcóolica abusiva, nem nenhuma das suas histórias com os outros personagens. Outra coisa interessante são sub-plots inteiras criadas na série, talvez por acharem que os 12 capítulos do livro não seriam suficientes para os 20 episódios da primeira temporada.

Não estou dizendo que as alteração da série de TV sejam ruins, até pelo contrário, fiquei impressionado como as histórias e personagens criados para a TV interagem tão bem com o material original do livro. Talvez até pelas próprias mudanças que foram feitas, seja interessante acompanhar tanto o que sai para TV como os livros, que até aonde eu sei é uma série fechada, e ver que rumo cada um toma.

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Voltamos ao Nazismo

15/03/09 at 12:04 (pessoal) (, , , )

Voltou a velha desculpa de “não ser seguro para as crianças”. Segundo esse artigo enviado pelo Neil Gaiman via twitter, passou uma lei nos EUA dizendo que livros feitos antes de 1985 poder ser BANIDOS sob a desculpa da tinta usada nos livros poder ser tóxica para as crianças. Deixa eu escrever isso de novo, caso você tenha delirado da primeira vez: livros feitos antes de 1985 poder ser BANIDOS sob a desculpa da tinta usada nos livros poder ser tóxica para as crianças.
É realmente uma coisa tão estúpidamente estarrecedora que eu não consigo encontrar palavras, além de mind-fucking-boggling astounded. Apoplético. Sobre a tal possível ameaça, veja o que diz o artigo:

While lead poisoning from other sources, such as paint in old houses, remains a serious public health problem in some communities, no one seems to have been able to produce a single instance in which an American child has been made ill by the lead in old book illustrations—not surprisingly, since unlike poorly maintained wall paint, book pigments do not tend to flake off in large lead-laden chips for toddlers to put into their mouths.

ps. Se você ainda não segue ele pelo Twitter, eu recomendo completamente. Eu sou da tribo que lê, e você?

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Neil Gaiman e a distribuição de livros na internet

9/03/09 at 22:20 (pessoal) (, , )

Hoje está sendo realmente um dia inspirado. Depois de ler sobre a NRK, eu finalmente vi um trecho de uma entrevista com Neil Gaiman na FLIP do ano passado. E ele responde ao que ele acha dos quadrinhos escritos por ele serem distribuídos de graça pela internet, e ele diz: seria melhor que os trabalhos fossem distribuídos de forma lícita, mas é melhor que sejam distribuídos da forma atual, do que de maneira alguma.

O Inimgo não é ler livros de graça, ou ler na Internet de graça. Na minha perspectiva, o Inimigo é quem não permite que as pessoas leiam. Quem lê, faz parte da minha tribo.

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A Ficção Científica Brasileira existe

6/11/08 at 20:54 (pessoal) (, )

2505831Acabei de ler Fábulas do Tempo e da Eternidade, da Cristina Lasaitis. Meu primeiro contato com a ficção brasileira contemporânea. Tenho de dizer que foi uma ótima experiência. O livro é dividido em 12 contos que exploram futuros alternativos, viagem no tempo e outras formas não tão exatas. Eu diria que para um primeiro livro está muito bom. Enquanto o próximo livro não sai, tem sempre o blog dela.

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Crise de leitura

6/10/08 at 11:53 (pessoal) (, , , )

Terminei de ler o Speaker for The Dead há pouco tempo, que aliás foi ótimo, mas não consigo achar o que ler agora. O plano original era Spook Country, do Gibson, mas quando eu comecei a ler, me pareceu uma cópia do Pattern Recognition, que apesar de ser um dos meus livros favoritos dele, não tava afim de ler de novo. Ele continua sendo um dos meus escritores favoritos, mas acho que tô enjoado de toda aquela coisa de “cyberpunk meets information superhighway” e etc. A impressão é que ele tá se concentrando muito na fórmula, e muito pouco na história e nos personagens. A segunda opção era A Scanner Darkly do Dick, mas também não tá me descendo muito bom. Talvez a sinusite esteja alterando meus gostos literários :P

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Ídolos

5/09/08 at 0:08 (pessoal) (, , , , )

Não, não é sobre aquele programa do SBT, se você estava atrás disso, google é seu amigo. Não coloco link aqui, justamente por isso. Tirei esse texto de uma thread de discussão com uns amigos meus sobre autores preferidos.

Eu adorei os livros do Pratchett desde o primeiro, mas admito que era bem pastelão, abusando dos clichês de fantasia medieval. Com o tempo, o humor, e a própria forma de contar a história vai definitivamente ficando mais refinada. Um ponto claro disso é Small Gods, 13o. livro seguindo a ordem cronológica, que é definitivamente um dos meus preferidos.

Eu tenho alguns ídolos, autores de que gosto de tudo que eu li deles:
-o próprio Pratchett
William Gibson
Phillip K. Dick
Eu gosto muito do Gaiman, e as últimas obras dele tem sido muito boas, ótimo exemplo disso é Anansi Boys, simplesmente ótimo. Ele dá muita sorte quando escreve junto com outro escritor, dois exemplos claros disso são Good Omens, escrito com Pratchett, e Interworld, escrito com Michael Reaves. Os dois são ótimos, e você percebe as idéias do Gaiman e a narrativa fica ao encargo do outro escritor.
Um escritor que eu estou começando a ler as coisas dele e que eu estou gostando bastante é o Orson Scott Card, li Ender’s Game, que é genial, apesar de alguns clichês de sci-fi, e estou lendo Speaker for the Dead, que é bem interessante.

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FAIL, literally

17/08/08 at 20:37 (pessoal) (, )

Fui hoje na Bienal do livro, e tava bem meia-boca, viu? Não tinha nenhuma promoção, a maioria das lojas não aceitava os descontos do ingresso, e principalmente pela falta de material, quando não de *editoras*. Abaixo, duas pérolas do dia:

stand da conrad

stand da conrad

Aqui está o brilhante espaço que a Conrad Editora reservou para a Bienal. Eles nem se dignaram a ir. Mais um sinal claro de que eles estão indo para o buraco mesmo. Será que antes eles não podiam entregar os direitos de One Piece e monster para outra Editora?

stand do submarino

stand do submarino

E aqui está uma coisa ainda melhor: O Submarino, foi lá, organizou um stand bem legal até, mas não vende os livros. Isso mesmo, você não pode levar eles embora, se quiser adquirir algum, tem que entrar no *site* e comprar pela internet. ALguém explicou para os jejunos como funciona uma feira de livros? Sério, que idéia genial foi essa de levar os livros só para dar vontade….

Lá foi a Comix de novo para salvar o dia: comprei o Naruto 16, que não tinha no stand da Panini, e mais algumas coisas que devo postar aqui depois.

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